Origem Pagã da Semana Santa [Parte 3]

Introdução

No Islam é proibido celebrar qualquer festividade ou acontecimento que tenha origens pagãs o que no tenham uma evidência nos textos das fontes do Islam: O Alcorão e a Sunnah.

Disse Allah [significado em português]: E por dizerem: Matamos o Messias, Jesus, filho de Maria, o Mensageiro de Allah. Ora, eles nem o mataram nem o crucificaram mais isto lhes foi simulado. E, por certo, discrepam a seu respeito estão em duvida acerca disso. Ele não tem ciência alguma disso, senão conjeturas que seguem. E não o mataram seguramente”. [Surah An-Nissa’ 4: 157]. Ao comparar este versículo do Sagrado Alcorão com as diferentes celebrações realizadas durante a Semana Santa, em especial as da Igreja Católica, o muçulmano e o sincero buscador da verdade, não podem senão desconfiar e questionar a autenticidade destes atos. Um argumento comum apresentado por aqueles que apoiam estas tradições disfarçadas em formas de culto, é que estas não têm relação alguma com o paganismo e que elas estão sustentadas pela Bíblia e a tradição cristã. Também alegam que os muçulmanos e os críticos, ao não acreditarem na autenticidade absoluta da Bíblia, carecem de autoridade para defender os seus argumentos.

É neste sentido que achamos conveniente reproduzir a opinião dos seguidores do cristianismo e da Bíblia que se opõe e debatem por sua vez, com evidências históricas e escrituras consideradas válidas pela tradição judaico-cristã sobre celebração da Semana Santa.

Observação:

Antes de entrarmos no texto, devemos entender que a maioria destas estórias, mitologias e criações pagãs se deram no velho mundo, mais tarde em decorrência da expansão marítima, surgiu à colonização e exploração de novas terras, a procura de novas rotas de comércio, o trafico de escravos, etc.; dessa forma, estes tais rituais pagãos se espalharam pelo mundo através destas pessoas, onde em muitos casos, foi através da imposição de sua cultura e costumes sobre os povos subjugados. Sendo assim, o foco de toda essa pesquisa esta situado geograficamente no velho mundo, mais particularmente na Europa [hemisfério norte].

A Páscoa Católica

Vamos dar uma olhada na Páscoa. O que significa o termo Páscoa por si só? Não é um nome cristão, mas sim de origem Caldeia[1]. Páscoa é nada mais do que Astarte, um dos títulos de Bêlit, a rainha dos céus, cujo nome foi dado pelo povo de Nínive, foi, evidentemente, idêntico ao novo uso comum na cidade. Esse nome, encontrado por Layard nos monumentos assírios, é ISHTAR [Layard Nínive and Babylon, pág. 629]. O culto de Baal e Astarte foi muito recentemente introduzido na Grã-Bretanha, ta como os Druidas, “os sacerdotes das árvores”. Muitos imaginaram que o culto Druida foi originalmente introduzido pelos Fenícios, que, séculos antes da era cristã, negociaram as minas de estanho de Cornwall. Mas os traços inequívocos de sua adoração são encontrados em regiões das ilhas Britânicas, onde os Fenícios jamais entraram, e que deixou marcas indeléveis em todos os lugares de forte vínculo, que deve ter ocorrido na mente da recente Grã-Bretanha. De Baal, o 1 de maio ainda é chamado Beltane no Almanaque [Edinburgh Oliver & Boyd’s Almanac, 1860]; e ainda conservamos costumes que persistem até hoje, o que prova quanto ao culto de Baal e Moloch [já que ambos os títulos correspondem ao mesmo deus] tem sido praticado na região nordeste do arquipélago britânico.

Se Baal era adorado dessa forma na Grã-Bretanha não é difícil acreditar que sua esposa Astarte era também adorado por nossos antepassados, e que de Astarte, cujo nome em Nínive era Ishtar, as solenidades religiosas da forma como é praticada atualmente são chamados pelo nome da Easter [Páscoa], neste mês nosso ancestrais pagãos chamava, a Páscoa de – Monath. A abstinência de quarenta dias da Quaresma foi diretamente retirado dos adoradores da deusa babilônica. Tal como a Quaresma de 40 dias, “na primavera do ano” [outono na América Latina], é feito ainda pelos Yeziris ou adoradores do demônio do Curdistão [Layard’s Niniveh and Babylon, pág: 93], que herdaram de seus primeiros mestres, os babilônios. Tal Quaresma era mantida por culturas pagãs mexicanas, pois desta forma podemos ler em Humboldt [Mexican Research, volume 1, pág: 404], onde ele fala sobre essa prática mexicana: “Três dias após o equinócio da primavera, inicia um jejum solene em honra ao sol”. Tal Quaresma era realizada no Egito, como visto em Wilkingson’s Egyptians Antiquities, volume 1, pág: 278. Nesta Quaresma de 40 dias somos informados por Landseer’s Sabean Researches, pág: 212. Era mantido expressamente em comemoração de Adonis ou Osiris o grande deus mediador ao mesmo tempo a violação de Prosérpina [correspondente na Grécia a Perséfone], parece ter sido comemorado de forma semelhante, porque Julius Firmicus nos informa, uma vez que “40 dias”, o “Gemido de Prosérpina”, continuou [De errore, pág. 70] e Arnóbio de Sica aprendemos que o jejum que os pagãos realizavam, chamado “Castus” ou o jejum “Sagrado”, era realizado pelos Cristãos em sua época, acreditava ter sido essencialmente uma imitação de um longo jejum de Ceres, quando, por muitos dias, ela decididamente se recusava comer por “Excesso de Magoa” [Violentia Mœroris] [Arnobius, Adversus Gentes, lib. ver pág: 403]. Isto é devido à perda de sua filha Prosérpina, quando foi levada por Plutão, o deus do inferno. Como as histórias de Baco, ou Adonis e Prosérpina, embora inicialmente distintas, foram feitas para unir e se encaixar, para que Baco fosse chamado Liber e sua esposa Ariadne, Libera [que foi um dos nomes de Prosérpina, segundo Smith’s Classical Dictionary, “Liber and Libera”, pág: 381] [Olvid, Fasti, lib. 3. l. 512, volume 3, pág: 184]. É altamente provável que o jejum da Quaresma foi realizada depois em referencia a ambos, entre os pagãos esta Quaresma parece ter sido uma preliminar indispensável para a grande festa anual que comemora a morte e ressurreição de Tamuz, sendo esta celebrada alternadamente entre lágrimas e alegria. Em muitos países foi consideravelmente após o festival Cristão sendo realizada na Palestina e Assíria em junho, sendo chamado de “Mês de Tamuz” no Egito em meados de maio e na Grã-Bretanha dentro do mês de abril. Para conciliar os pagãos ao Cristianismo nominal, prosseguindo com sua habitual política, tomou medidas para obter que as festas pagãs e Cristãs se unissem através de uma adaptação complicada, foi encontrado dificuldade em conseguir que paganismo e o Cristianismo em geral já mergulhados na idolatria como em muitas outras coisas, porém através de um habilidoso ajuste no calendário eles apertaram as mãos. O instrumento no cumprimento dessa união foi o “abade Dionísio, o pequeno [525 E.C.[2]]”, a quem devemos, como os cronologistas modernos têm demonstrado que a data da era cristã ou o nascimento de Cristo foi transferida quatro anos após o nascimento.

Quando a adoração de Astarte estava em ascensão, foram tomadas medidas para conseguir a Quaresma Caldea completa de seis semanas ou quarenta dias, e tornou-se imperativa dentro de todo o império romano ocidental. O caminho para isto estava preparado pelo Conselho em Aurélia na época do papa Hormisdas, o bispo de Roma, por volta do ano de 519, que decretou que a Quaresma deveria ser solenemente realizada antes da Páscoa.

 

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[1] A Caldeia era uma região no sul da Mesopotâmia, principalmente na margem oriental do rio Eufrates, mas muitas vezes o termo é usado para se referir a toda a planície mesopotâmica. O nome provém do latim Chaldaeus, e este do grego Χαλδαος, à sua vez do acádio kaldû. O nome em Hebraico é כשדים Kaśdîm.

[2] Era Cristã.


Unicidade e Luz
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