Os perigos do secularismo [Parte 2]

Aqueles que acreditam no secularismo lidam com as questões relacionadas à fé e adoração de acordo com o que Allah quer, mas ao mesmo tempo, legislam leis diferentes das que foram estabelecidas por Allah o Todo-Poderoso. Na verdade, esta é a realidade e a base do Shirk [associar parceiros a Allah], porque o povo da Jahiliah [paganismo pré-islâmico] não contestava a existência de Allah. Allah diz [significado em português]: “E se lhes perguntares [aos incrédulos] quem criou os céus e a terra, dirão: Allah!”. [Luqman 31: 25].

Eles normalmente praticam alguns atos de adoração, como Allah diz [significado em português]: “E eles [os incrédulos] destinaram para Allah uma parte de suas semeaduras e dos rebanhos”. [Alcorão 6: 136]. Porém, com tudo isso, o que Allah determinou com respeito a essa comunidade? Allah disse que eles eram descrentes e considerou que suas palavras e ações não pesariam nada na balança do Islam.

É por isso que longas batalhas ocorreram entre eles e o Mensageiro de Allah [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele], e a luta tornou-se intensamente agressiva, até que não puderam resolver senão com o confronto físico e a espada como um juiz.

O tema e razão por traz de todas essas agressivas batalhas foi apenas uma: “La ilaha ila Allah”. Uma afirmação sob a qual o Profeta [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele], insistiu, e propagava até o extremo, e o povo da Jahilia também rejeitou até chegar ao extremo.

Desde o primeiro momento quando o Profeta [que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele] os convidou para o “la ilaha ila Allah” a resposta foi imediata como Allah diz no Alcorão [significado em português]: “Pretende, acaso, fazer de todos os deuses um só Deus? Em verdade, isto é algo assombroso!”. [Sad 38: 5].

A questão estava tão clara em suas mentes, que apoiar esta reivindicação significava rejeitar firmemente e renunciar completamente todo o que acreditavam com a exceção de Allah. Tudo aquilo que eles estavam adorando com, por exemplo, os ídolos, a liderança dos Taghut, as tribos, os magos e as suas tradições, em resumo, tudo deveria ser eliminado, para que assim pudessem se submeter à Allah completamente. Isto significa que todos os assuntos seja ele de maior ou menor importância, seja grande ou pequeno, estaria unicamente aos cuidados exclusivos de Allah e sem associados junto a Ele nestas decisões.

Da mesma forma temos hoje entre nós, aqueles que dizem que são muçulmanos, porém se recusam aceitar uma relação entre a religião e assuntos mundanos da vida, especialmente quando se trata em lidar com o dinheiro e as coisas materiais.

Atualmente, entre nós existem pessoas que são altamente qualificadas com doutorado em renomadas universidades do mundo, e as primeiras pergunta que descaradamente fazem é: “O que tem haver o Islam com nosso comportamento social? O que tem haver o Islam com a mistura de homens e mulheres nas praias ou locais de entretenimento? O que tem haver o Islam com a forma em que as mulheres saem vestidas na rua? O que tem haver o Islam com a liberdade das mulheres viajarem sozinhas e gerir seus próprios assuntos?”. Isso, na verdade, é um convite para o ateísmo, pois rejeita as revelações de Allah em Seu livro sobre o papel do homem e da mulher nesse mundo. Alguns perguntam: “O que o Islam tem haver com a liberação ‘awra sexual em todas as suas formas, seja no adultério, na fornicação ou qualquer outra coisa? O que o Islam tem a ver com pessoas civilizadas e que elas fazem?”.

Então, qual é a diferença entre essas pessoas e os incrédulos do povo do Profeta Jetro [que a paz esteja com ele] que disse [significado em português]: “…porventura, em tuas preces, que renunciemos ao que os nossos pais adoravam…?”. [Hud 11: 87]. Estas pessoas questionam e rejeitam fervorosamente a religião interferindo com a economia. Eles rejeitam qualquer conexão entre os assuntos financeiros, a fé e os valores morais religiosos dizendo: “O que a religião tem a ver com a usura? O que a religião tem a ver com a fraude e o roubo? O que a religião tem a ver com a política e as leis dos países?”.

Eles dizem abertamente que se os valores religiosos interferirem na economia irá corrompê-la e arruiná-la. Portanto, eles não são melhores do que o povo do Profeta Jetro.

No mundo de hoje, temos um estado de ignorância sendo ele pior do que na época pré-islâmica, porém alegam estes são conhecimento e civilidade. Seus defensores acusam aqueles que se conectam a religião e o comportamento social humano, a política e economia, de serem atrasados e rígidos os rotulando de fundamentalistas e extremistas.

Não é esta a realidade da campanha dos secularistas que se dizem muçulmanos, pessoas que corrompem o povo e a terra, dizendo: “A religião e a crença é para Allah, mas o governar a terra é para as pessoas”. Isto por acaso não é separar o Estado da religião?

Este é o hábito dos hipócritas e dos secularistas que se dizem muçulmanos para não rejeitar abertamente e mostrar sua inimizade contra o Islam. Eles usam a arma do iludir e da hipocrisia aparentando ser muçulmanos até o momento da batalha, quando mudam de posição e pagam os muçulmanos de surpresa.

Portanto, esses hipócritas dentre os secularistas entre outros iguais a eles, lançam uma campanha para desviar o maior numero possível de muçulmanos e reduzir a quantidade de pessoas que possam denunciá-los, interferi-los ou impedi-los daquilo que estão fazendo.

Aqueles que lutam em favor do laicismo, enquanto tentam acabar com o Islam na raiz, gradualmente tentam ganhar espaço na mídia para atingir as massas.

O secularismo nasceu e surgiu a partir da Jahiliah, sendo ele uma clara incredulidade. Este não é um fato escondido e não existem duvidas quanto a isso. Aqueles que convocam ao secularismo deliberadamente criam dúvidas e confusões. Eles sabem que não há lugar para esta Jahiliah nas terras dos países muçulmanos, a menos que enganem e confundam os muçulmanos através de uma falsa campanha que oculta o que realmente são. Eles escondem das pessoas comuns e de menos conhecimento o tema de sua religião. Incitam as pessoas comuns e as massas muçulmanas irem de encontro aos sábios e propagadores sinceros e virtuosos que convocam ao islamismo, aqueles que alertam sobre o perigo existente que isso causa a sua religião e suas famílias, expondo a realidade do secularismo.

A luta foi iniciada contra os muçulmanos do Ahlu As-Sunnah ua Aj-Jamma’ah por essas seitas desviantes que alegam ser parte do Islam, assim, este assunto não deve ser tomada como irrelevante ou secundário.

O mais perigoso disto sempre foram os ataques das seitas que possuem uma fé oculta, como algumas seitas desviadas que têm sido apoiadas por forças monetárias internacionais dos incrédulos para destruir o povo do Ahlu As-Sunnah ua Aj-Jamma’ah. Dado que o povo do Ahlu As-Sunnah ua Aj-Jamma’ah são um perigo real e verdadeiro para essas forças internacionais.  As fortificações muçulmanas estão ameaçadas internamente pelos poderes seculares que se unem contra nós, dentro de nossa própria e lutam de forma tanto aberta como disfarçadamente. Este é o coração da batalha entre o Islam e a incredulidade na idade moderna.

A fase mais perigosa desta luta é descobrir a realidade desta ideologia maléfica expondo-as para os muçulmanos seculares, de modo que os caminhos dos criminosos que tentam desviar e confundir eles sobre sua religião, tornar-se evidente a cada um deles.

É hora do povo do Ahlu As-Sunnah ua Aj-Jamma’ah tomar cuidado e cautela dos planos e perigos que os cercam dentro e fora da nação, e colocá-los em risco nesta vida e na outra.

É momento deixarmos de lado antigas batalhas, resolver as pequenas diferenças e reunirmos nossas forças, energias e esforços para enfrentar estes desafios.


Unicidade e Luz
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