Capítulo 4

O significado do testemunho: Muhammad é o mensageiro de Allah

Quando se mencionar o testemunho de fé, devemos saber que fazemos referência a suas duas partes, as quais são indivisíveis e inseparáveis, e que é indispensável o conhecimento completo das obrigações de ambos, ter fé nelas e colocar em pratica seus ensinamentos tanto no privado quanto em público. Através de nossa investigação temos concluído que o objetivo do testemunho de fé de que nada merece ser adorado com exceção de Allah não está somente em expressá-lo, o mesmo concluímos de modo semelhante, o segundo testemunho de fé, na Profecia de Muhammad, também deve ser expressado com sinceridade, fé e obediência e atuando (ações) em conseqüência. Este testemunho significa crer com certeza que o Allah enviou Muhammad como mensageiro para toda humanidade.

O desenvolvimento deste tópico requer da explicação dos pontos seguintes:

1. A capacidade de Muhammad (que a paz de Allah esteja com ele) de transmitir sua Mensagem.

Disse Allah (Glorificado seja Ele) no Alcorão:

“Teu Senhor cria e escolhe da maneira que melhor Lhe apraz”.
(Alcorão 28: 68).

“Allah sabe melhor do que ninguém a quem deve encomendar a Sua missão”.
(Alcorão 6: 124).

“Escolhemo-los por um propósito: a proclamação da Mensagem da morada futura. Em verdade, junto a Nós, contam-se entre os eleitos e preferidos”.
(Alcorão 38: 46-47).

Estes versículos nos comprovam que os profetas foram escolhidos e purificados por Allah para realizar a missão de transmitir para humanidade a mensagem do monoteísmo, capazes de transmitir corretamente a religião e a legislação divina.

Allah (Glorificado seja Ele) menciona no Alcorão Sagrado que alguns povos disseram aos seus profetas:

“Responderam: Vós não sois senão uns mortais, como nós”.
(Alcorão 14: 10).

Mas os profetas responderam:

“Seus mensageiros lhes asseveraram: Não somos mais do que mortais como vós; porém, Allah agracia quem Lhe apraz, dentre Seus servos, e ser-nos-ia impossível apresentar-vos uma autoridade, a não ser com a anuência de Allah”.
(Alcorão 14: 11).

Sendo que Muhammad é o último e o selo dos profetas foi agraciado com enormes favores, por haver sido escolhido para transmitir toda humanidade a mensagem para toda à humanidade. Allah  disse no Alcorão Sagrado:

“Porque és de nobilíssimo caráter”.
(Alcorão 68: 4).

No Sahih al-Bukhari é mencionado que A’isha (que Allah esteja comprazido com ela) disse acerca do Profeta (que a paz de Allah esteja com ele):

“Seu caráter e moral era o Alcorão”.

Comprovando que colocava em pratica todos os ensinamentos de caráter bom, generosidade e excelência. Inclusive antes da revelação ser decida sobre ele, sua personalidade já era conhecida pela bondade e ética, ao ponto de ser conhecido pelo seu povo como “o autêntico, o veraz” aumentando ainda mais estas características depois de receber a revelação divina.

2. A infalibilidade de não fazer pecados

Existe consenso entre os sábios sobre o conceito de que os profetas e mensageiros eram infalíveis na transmissão da mensagem e que não cometiam pecados maiores ou capitais. Já que isto implicaria a impossibilidade de ser exemplos saudáveis para a humanidade. Porque ao serem ordenados a advertir as pessoas de forma que não caiam na incredulidade, na idolatria, nos pecados, nos maus costumes e moral e na desobediência com Allah, se eles mesmo caíssem nesses atos, seus inimigos os teriam acusado de hipocrisia e falso moralismo, porque entrariam em contradição com a sabedoria de Allah e sua escolha, e por isso foram protegidos por Allah para jamais cair nestas faltas e pecados.

Enquanto os pecados menores e os erros, os profetas podem cometê-los na escolha ante duas possibilidades, porém imediatamente eles são corrigidos por Allah, de forma que isso não manche sua missão. Sendo neles mesmos uma prova da sua humanidade e que não podem ser descritos com atributos divinos.

Os sábios mencionaram em seus livros de exegese Corânicas situações a este respeito. Allah (Glorificado seja Ele) diz no Alcorão:

“Não rechaces aqueles que de manhã e à tarde invocam seu Senhor, desejosos de contemplar o Seu Rosto. Não te cabe julgá-los, assim como não lhes compete julgar-te se os rechaçares, contar-te-ás entre os iníquos”.
(Alcorão 6: 52).

“Se pudessem, afastar-te-iam do que te temos inspirado para forjares algo diferente. Então, aceitar-te-iam por amigo”.
(Alcorão 17: 73).

Estes são exemplos de situações em que o Profeta  tomou uma escolha equivocada, considerando que sua escolha seria o mais proveitosa para a divulgação do Islam, porem Allah sabia em seu conhecimento perfeito e eterno que não seria assim, e por isso o corrigiu. Em quanto aos pecados e as aberrações Allah protegeu a seus profetas em cair nesses comportamentos porque isto seria uma contradição com a escolha a missão para qual foram enviados, já que os profetas convidam para o bom comportamento e a excelência em todos os assuntos.

A infalibilidade dos profetas relativo a transmissão da mensagem é um assunto de consenso entre os sábios Muçulmanos, assim como a impossibilidade que antes de receber a profecia haveriam caído na idolatria e no politeísmo.

Registra que o Profeta (que a paz de Allah esteja com ele) disse:

“Jamais considerei sequer cair no que faziam os pagãos… e jamais veio em minha mente cometer um pecado, até que Allah me protegeu com a profecia”.
(Este relato foi mencionado por al-Qadi ‘Aiadh”).

Ibn Ishaq em seu livro da biografia do Profeta (que a paz de Allah esteja com ele) disse:

“O profeta cresceu protegido por Allah de cair nos comportamentos obscenos dos pagãos, e quando alcançou a juventude se transformou na pessoa mais respeitada do seu povo devido ao seu excelente caráter e suas qualidades sublimes, o mais educado, o mais generoso, o mais ético, o mais confiável, o mais livre de todo o mal comportamento, tanto é que o próprio povo chamou-o de “o confiável”.


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